Uma série de fatores explica os resultados em mercados que já foram tradicionais para os fabricantes brasileiros no Exterior: o câmbio que volta a ser favorável para as exportações, a própria retração do mercado interno que obrigou as equipes de vendas retomarem os contatos com antigos clientes e, sobretudo, um planejamento de longo prazo que tem como objetivo abrir novas fronteiras para o caminhão nacional. É por isto que a MAN Latin America obteve crescimento de 40% nas suas exportações no primeiro trimestre, na comparação com igual período do ano passado.
“Estamos conquistando participação e novos mercados, resultado do nosso plano de internacionalização”, contou Roberto Cortes, presidente e CEO da MAN Latin America.
“Pela primeira vez lideramos as vendas na Argentina, estamos crescendo no México, e no continente africano estudamos instalar linha de montagem CKD na Nigéria e no Quênia. Também estamos de olho no Oriente Médio no curto prazo.”
Este momento particular das exportações faz a MAN perceber uma retomada para a indústria este ano: “Se os negócios seguirem o ritmo do primeiro trimestre poderemos atingir volume total de exportações de 50 mil, 55 mil unidades este ano. Isso não acontecia desde 2008”.
Na Argentina o campeão de vendas no primeiro trimestre é o VW Constellation 17.280 4 x 2. De acordo com a MAN é caminhão semipesado muito procurado pelos empresários do agronegócio daquele país, disse Marcos Forgioni, vice-presidente de vendas e marketing internacional:
“Com a utilização do motor D08, que dispensa o Arla 32, esse produto reduz o custo operacional. Por isso está indo bem na Argentina”.
As exportações para a Argentina, este ano, cresceram 80%, para 840 unidades.
Já no México a MAN ainda não é uma das três mais vendidas, mas o crescimento dos negócios deixa um sentimento de otimismo para os próximos balanços, reconheceu Forgioni: “Estamos crescendo dois dígitos por lá. Não será uma surpresa se alcançarmos a terceira posição nos próximos trimestres. Hoje somos a quarta empresa em vendas”.
A estratégia de longo prazo da MAN já tem um foco definido, observou Cortes: “A ideia é entrarmos em um mercado de grande volume de caminhões no futuro”.
Mas antes disso é momento de fazer as contas para decidir qual o melhor modelo de exportação para países africanos:
“Muitas vezes é mais barato levar os kits e montar lá do que exportar o caminhão montado aqui. O custo nacional, os impostos e as barreiras podem tornar inviável a exportação do bem manufaturado 100%. Por isso estamos considerando as opções para montar algumas operações enxutas na África levando, inclusive, nossos parceiros do consórcio modular”.
Notícias Relacionadas
Últimas notícias